Era dia
15 de maio eu havia saído do hospital, minha casa era cerca de uma hora do
hospital, e aquilo tudo havia chegado ao fim, viagens ao subconsciente haviam
me deixando cansado.
- Chegamos!
- Ufa, mãe to com muito sono vou
dormi.
- Tá, descanse um pouco, a noite
uma amiga minha vira aqui ela acabou de mudar pra cidade, ela ira passar a
noite aqui.
Deitei na minha cama e fiquei
olhando para o teto a janela estava aberta a brisa era agradável, mas faltava o
Rich ali, pra me encher o saco, eu estava
sorrindo, fazia muito tempo que eu não me sentia assim. Acabei dormindo enquanto olhava os pássaros cantando próximo a
janela
- Hugo, acorda vai tomar um
banho daqui a pouco Helena, a minha amiga, deve chegar.
- Aaaaaaaaah, deixa eu dormi só
mais uns cinco minutinhos e eu já vou.
- Você me disse a mesma coisa a
vinte minutos atrás.
- Aném...
- Vamos lá Hugo ela deve estar
quase chegando.
- Já to indo.
Tomei meu banho rápido troquei
de roupa e fui pra sala.
A campainha estava tocou.
- Pode deixar mãe eu atendo.
Abri a porta estava lá a “amiga”
da minha mãe havia uma pessoa atrás dela escondida.
- Boas noites entrem a casa é
suas.
- Venha Bia, é só uma noite,
amanha nossas coisas chegarão e poderemos ir para casa.
- Ainda bem, não iria aguentar
dois dias sem minhas coisas.
- Helena quanto tempo minha amiga.
Você esta ótima! Dizia minha mãe toda
empolgada ao ver a amiga dela, minha mãe disse que não a via há anos.
- Obrigada!
- Venha entrem, a casa é sua. Minha mãe era muito hospitaleira e estava
contente ao ver usa amiga, a Helena parecia ser uma pessoa legal, mas a filha
dela já estava me dando nos nervos, apesar dela ser bem atraente.
- Fiquem a vontade, vou ali à
cozinha buscar algumas bebidas.
- Deixa eu te ajudar Teresa.
Ela estava olhando com ódio para
mim, é como se ela quisesse que eu desaparecesse.
- Você não sabe o que esta
acontecendo, é muito criança pra entender.
- Não sei do que esta falando ,
você tem sérios problemas garota.
- Eu tenho sérios problemas,
você pode se lembrar de qualquer coisa sem dificuldade alguma, pode ter contato
com outras pessoas através dos sonhos e eu que tenho problema, você tem um
grande poder nas mãos e acha que tudo foi um sonho.
- Do que esta falando?
- Além de tudo é debiloide...
elas estão voltando fica quieto.
- Hã...
- Hugo, não havia reparado
direito, mas você já um homem. Disse
Helena
A Bia começou a ri.
- Obrigado. _disse sem graça, me
deu vontade de voar no pescoço da Bia e fazê-la me explicar direito, eu ainda
não havia intendido, de que poder ela estava falando, e que contato é esse... havia
caído a ficha, mas como ela sabia disso apenas eu e Rich sabíamos disso, ela
havia muito que me explicar.
- Rich, leve as malas da Helena
lá para o quarto.
- Rich...
Minha mãe começou a chorar.
- Bia ajude ele levar as coisas
lá para o quarto.
Assim que chegamos ao segundo
andar – Quem é Rich?
- Estava demorando, é meu irmão
ele sofreu um acidente a algumas semanas atrás e não resistiu.
- Eu sinto muito, sei como é...
- Sente nada você nunca passou
por isso e afinal como você sabe sobre meus sonhos?
- Achei que iria banca o
debilóide a vida inteira.
- Eu te fiz uma pergunta.
- E...
- Quero que a responda.
- Só se você me contar seus
sonhos.
- Se você já sabe deles imagino
que você também saiba o que aconteceu.
- Até que você é esperto, é sei
sim, não é só você que tem habilidades especiais.
- E qual seria essa habilidade?
- Ler mentes achei que havia
adivinhado.
- Imaginei...e quando isso
começou, quero dizer quando passou a ler mente?
- Aonde é o quarto? Essa bolsa
esta pesada.
- Ah desculpa, esqueci
completamente.
Ela já estava me tirando do
serio, além de me provocar o tempo todo ela fazia questão de olhar diretamente
nos meus olhos, deve ser assim que ela lê a mente.
- Você já consegue controlar seus
poderes? Usa-los na hora que bem intender, é parece que não, no começo eu tinha
que olhar diretamente nos olhos da pessoa que queria ler a mente, com um tempo
era só olhar para a pessoa que eu escutava seus pensamentos, até que um dia
comecei a escutar vários pensamentos de uma vez, foi horrível àquelas vozes
muitos pensamentos de uma única vez, fiquei dias escutando essa vozes, percebi
que podia fazer com as pessoas pudessem escutar os meus pensamento, pouco tempo
depois as vozes sumiram, e eu não consegui mais fazer as pessoas escutarem meu
pensamento.
- Então além de pode ler
pensamentos, ainda pode fazer com que as pessoas leiam o seu.
- Isso, você precisa controlar
os seus ah amanha você vai ter uma grande surpresa.
- O que é?
- Como eu disse é surpresa.
- Hugo, Bia venham já vou servir
o jantar.
- Já estamos indo mãe.
- As damas primeiro.
Ela saiu do quarto depois voltou
chegou perto do meu ouvido e disse – Espero que você me intenda, quando abri a
boca para tampar ela a tampou delicadamente, nessa hora reparei seus olhos
verdes, fiquei sem ar, não sabia o que dizer fiquei sem fala.
Jantamos em silencio, ficamos um
pouco na mesa conversando e fomos dormi, e aconteceu de novo.
Lá estava eu, naquela lugar de
dar arrepio tudo parecia igual da ultima vez,
- A Bia disse que eu devia
aprender a controlar meus poderes, mas como?
Concentrei-me bastante eu tinha
que voltar, quando dei por mim eu estava no meu quarto, mas eu conseguia me
ver, eu havia saído do meu corpo, sai andando pela casa, cheguei ao corredor e
a porta do quarto Bia estava aberta resolvi entrar, ela estava sussurrando algo
estava agitada devia estar tendo um pesadelo. Quando estava saindo do quarto
foi como magica eu estava em outro lugar, estava numa cidade era a noite foi
quando eu vi a Bia, estava correndo como se estivesse fugindo de algo e de
repente ela começou a gritar.
Acordei no pulo estava no meu
quarto, levantei depressa fui até o quarto a Bia estava assustada, todos haviam
levantado com o grito dela.
- Foi só um pesadelo. – disse
ela olhando pra mim com raiva.
- Está
tudo bem vamos dormi, venha Hugo.